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10/10/2016

Geada prejudica colheita de cana e 500 safristas são demitidos em Itapetininga (SP)

A geada no mês de junho fez com que a produção de cana-de-açúcar caísse e o fim da colheita precisasse ser antecipado para setembro, em Itapetininga (SP), segundo os agricultores. Assim, em uma usina da cidade, pelo menos 500 trabalhadores rurais foram demitidos porque não há mais cana para colher.

O diretor agrícola João Elias Freitas relata que o resultado inesperado obrigou o corte de funcionários. “Foi um ano muito atípico pela severidade da geada que aconteceu em junho. Então, os contratos foram encurtados de dezembro para final de setembro pela diminuição da produção”, explica.

Pego de surpresa pelo corte de funcionários, o safrista Everton Renato Fernandes revela que teme pelas dívidas devido ao contrato ter terminado antecipadamente. “Tem conta de água, luz e aluguel para pagar. E agora tem que correr atrás de outro emprego”, lamenta.

Acostumado com a inconstância do trabalho temporário, o fiscal de colheita José Reginaldo de Sousa veio da Paraíba só para trabalhar na usina. No entanto, a demissão já o faz pensar em voltar para a casa. “Na nossa terra a gente cria umas cabeças de gado, a gente chega lá e toma conta. Quando venho para trabalhar nessas safras é meu pai que toca. E agora é voltar, rever a família e seguir com a vida”, conclui.

Especialista no tema, o advogado trabalhista Iovani Brandão Tini diz que os trabalhadores têm direito a receber os valores proporcionais aos dias trabalhados. Entretanto, aconselha que os demitidos revejam o contrato assinado junto com a empresa caso a pessoa tenha a intenção de entrar com um pedido de indenização.

“É devido aos trabalhadores, na rescisão do contrato de safra, as férias proporcionais, saldo de salário, levantamento do FGTS e 13º proporcional. Vai existir uma controvérsia se esses trabalhadores têm direito ou não a uma indenização pela rescisão antecipada do contrato. Mas aí vai depender se existe uma cláusula contratual de rescisão recíproca de contrato ou se não houver”, afirma Tini.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados Rurais, Moisés Brandão dos Santos, a instituição está à disposição de quem precisar de ajuda. “Havendo a procura, tendo na região outros tipos de trabalho rural disponíveis, esses trabalhadores podem ser realocados”, pontua.

Fonte: Nova Cana
 
 
 
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